quarta-feira, 11 de novembro de 2009

poeminha.

Eu quero um homem que faça chover
Eu quero um homem que faça chover flor em mim
Preu me enfeitar
Preu me enfeitar de flor de tu
de mim.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

te amaré y despues.

Te amaré, te amaré como al mundo
Te amaré aunque tenga final

Te amaré, te amaré en lo profundo
Te amaré como tengo que amar

Te amaré, te amaré como pueda
Te amaré aunque no sea la paz

Te amaré, te amaré lo que queda
Te amaré cuando acabe de amar

Te amaré, te amaré si estoy muerto
Te amaré el día siguiente además

Te amaré, te amaré como siento
Te amaré con adiós, con jamás

Te amaré, te amaré junto al viento
Te amaré como único ser

Te amaré hasta el fin de los tiempos
Te amaré y después, te amaré

:.. ando buscando músicas, achei essa.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Noa Noa.

Composição: Vitor Ramil

Paul Gauguin,
vendo o sol
habitar
o que vê,
diz adeus
ao ocaso ocidental.

Verde mar
de coral
a seus pés,
e um céu
violetamente céu.

Amanhã,
talvez depois
de amanhã,
quando for
o que for
acontecer;
talvez
a cada manhã,
o suor
do trabalho
e do prazer.

O amor
logo vem
ser o sol
que ele vê;
a mulher
veste o ouro da nudez.

Paul Gauguin
é feliz,
afinal.
Também nós
o seremos uma vez.


*Estrigas me chama assim =)

sábado, 25 de julho de 2009

blogueando.

De alguma forma eu sinto como se esse fosse um momento decisivo da minha vida, mais decisivo do que os outros momentos decisivos. Tanto é que eu me carreguei de uma energia estranha, cheia de certeza e de coragem pra assumir ou negar certas posturas, pra escolher caminhos e todas essas coisas que minha insegurança me faz atrasar. Cuidado, encerrado, posto pra dormir. É isso, é simples, é certo e é agora.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

ainda.

Então, estou eu aqui... perdidinha... mas cheia de saúde.
"Tá na hora de tu tomar um rumo, mulher!"
Eu sei que um dia eu vou deixar de ser teimosa e começar a me ouvir, e tá bem pertinho!
Será teimosia ou coragem pra decidir por uma coisa só em detrimento do resto? O que lasca é que eu quero tudo, mas tá na hora.
Ai, meus 24 pesando nas costas, pesando porque têm o peso dos futuros 30, 40 e lá vai.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Uma flor. =)

Adélia Prado.

"Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso com trovoadas e clarões, exatamente como chove agora. Quando se pôde abrir as janelas, as poças tremiam com os últimos pingos. Minha mãe, como quem sabe que vai escrever um poema, decidiu inspirada: chuchu novinho, angu, molho de ovos. Fui buscar os chuchus e estou voltando agora, trinta anos depois. Não encontrei minha mãe. A mulher que me abriu a porta, riu de dona tão velha, com sombrinha infantil e coxas à mostra. Meus filhos me repudiaram envergonhados, meu marido ficou triste até a morte, eu fiquei doida no encalço, só melhoro quando chove."

:.. O que saberá ela de si enquanto cái a chuva?